
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
O Tempo Que DOUS Quer!!!!

domingo, 9 de novembro de 2008
"Olha, gostei tanto que te bou a dar outra" bersão nom-ofissial

Só bos peço desculpas porque a conta conheço-a das bárias bersões que circulam no pôbo. E isto já se sabe: quem conta um conto acrecenta-l'um ponto.
Ora atão cá bai disto:
Dua bêze, habia no pôbo um rapaze qu'endaba co'as obelhas. Quando le tocaba botaba-as prós eidos onde podia endar co'êlas (e muntas bezes prós que nom podia, bá...). Este rapaze inda era garotolo, mas já naquêla idade que l'apitece já fazer como bia que faziam-nos carneiros às obelhas, endando êlas à cria! Bá, já l'apitecia a tchitcha, pronto.
O rapaze é guitcho pró carálhitcho e lá endaria a pensar como habia de fazer pr'acaçar ua, pois namorada num na tinha êle.
Ora, acontece que por bezes encontraba ua pastora que também trazia o gado e qu'êle conhecia dua aldeia que ficaba perto. Por'í já tinha até dançado co'êla nalgua festa... e já le teria apitecido. Dize qu'ela qu'é assim meia tonteca e num rigula bem. Mas isso a ele pouco le daba que rigulésse ou que não.
Dua beze que s'encontreram os dois dó pr'aí p'ra riba, ele lá le falou o que queria. E atão terminou co'ela que le daba 500 escudos p'ra qu'ela le desse uas "pataniscas de bacalhau". (Bêde lá ó tempo que foi qu'inda num habia ouros!). Êla aceitou e pronto, ele passa-le as 5 notas e lá fêzo o que tinha a fazer co'ela, 'trás d'uas giestas. Bá, lá se satisfêzo...
Quando terminou o serbiço, êla já estaba p'ra seguir co'as obelhas e dize-le êle:
- Olha, soube-me tanto que te bou a dar outra! Bota cá os 500 paus qu'eu dou-te 1000 e tornamos e damos outra!
E dize-le êla:
- Está bem. Toma lá os 500 paus. E torna-los p'rá mão.
Bai êle, guitcho, quando s'apanha co'os 500 paus na mão, mete-os ó bolso e ala! que se faz tarde.
Êla, claro, lá o entcheu de nomes, mas êle quê? Num quijo saber e pôjo-se a endar, todo contcho. Lá iria a pensar: "Êsta já cá canta!"
E termina assim a conta. Percebisteis? Agora tchamai-le burro!
sábado, 8 de novembro de 2008
Tia Teresa... Fai'às Tchouriças!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O Qu'é do Poboado é Bô
Mas bamos a bere as cousas. Sim porque pra mim bere num é o mesmo qu'olhar! Olhar, olha quem quer bere só de passaige... Mas Ou gosto de bere e bere é aprofundar e atingir os resultados que os qu'olham num conseguem bere...
Ora se eis faem tchegas de grilos em beze de fazere tchegas balentes de bois esperais o quê? Qu'o leite seja tirado às bacas?! Pous bem enganados endais!!!! Se faem tchegas de grilos o leite bão-no a tirar às grilas!!! Cmo é que o leite há-de ser do bô s'é leite de grila?hum?! Mais a mais que num é leite de grilas limpas e sérias, mas sim dessas grilas da candonga, esgazeadas de tanta droga le darem! Só lembranças deis... quem mais se lembraria de mugir as grilas? Mas debe ser uma arte balente por certo...isso num digo que não... pous num será mim doado de dar com as maminhas da criatura...
Mas Ou...podendo escolher... mais queria deze bezes bober suco de murrão desses bem grossos que saem das cireijas bitchosas, que bober leite dessas grilas estuporadas pelos marelos...
Claro que o poboado num podia deixar passar este crime... que é um crime sabeis?
Munido de gente atibista decidiu reagir... forte e cheio como é o costume! E face a tamanha catástrofe decidimos lançar um produto nobo... leite do bô...do de certo...o Leite De Tarracha!!!

"É bô porquê?" perguntais bós neste momento tão dramático... Digo-bos Ou.."É bô por muntas rezões: Primeiro... porque se trata de leite das turinas mais puras, limpas e sérias cá do poboado. Segundo...porque é de tarracha, o que significa que é uma qualidade de leite que é bô pra sempre, basta seguir as enstruções: Tira-se-le a tarracha pr'ó bober e ò depois bolta-se a atarrachar a embalaige quando já num se quer mais.
Por isso amigos num bos apoquenteis que num bale a pena... mesmo esses que estão pra s'ir prá terra dos marelos... basta-bos bober Leite De Tarracha...Produto bô bô... Cousa fina que num heis-de encontrar em mais ninhum eido... bos garanto Ou!
Aprobeito já agora tamém pra fazere réclame a outro produto dos de certo... cá da terra... a Coco-Cola...

Claro que já sei que estais praí a pensar "Ah e tal enderam só a mudar uma letra e bá... será por certo igual à dos amaricados...". Pois torno-bos Ou que não! Nada sequer parecido a essa surrapa, a esse candonguedo!!! Esta é da boa... feita sem por cento à base de concentrados de produtos begetais cá da zona... mais pecijamente da castanha... Pous é... Co essa num contabeis bós... Coco-Cola das castanhas!!!
Fai-se assi: botam-se as castanhas pró lume até se formar o bilhó. Ora quando já está o bilhó feito prepara-se um lato com água e um pano seco. Ò depois limpa-se a cinza do bilhó co pano seco pró lato. Fai-se isto com bários bilhós até que se consiga tirar um copo d'água do lato que num dê pra se bere dum lado ó outro. Deitcha-se arrefecer a água do lato e bota-se-le duas garafas de sabané pra le dar o gosto do limão e o gaze. E está pronta a Coco-Cola!
Perguntais bós "Que fazeis então ao bilhó? E a cinza? num fará mal?".
Ò home... O bilhó... bai pró bandulho... e a cinza tirar-bos-á a azedia (Principalmente se endéreis a bober tcharabanada muntos dias seguidos :) ) ... Dubidai o que quisereis mas uma cousa é certa... O Qu'é do Poboado é Bô!